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Não tão só

Essa história não é indicada para menores de 18 anos

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Em uma manhã com o sol em pleno vigor, acordou e olhou pela janela do quarto. Konoha era realmente um lugar muito bonito e que em certos períodos inspirava paz, embora sempre estivesse na mira de inimigos e conflitos iminentes. Aquela época porém, era uma época de tranquilidade e sim, deviam agradecer aos céus por isso.


Olhar pela janela logo que acordava não era muito do feitio de Kiba. A maioria das vezes acordava afoito de fome e logo descia as escadas correndo em busca de algo para devorar. Mas, aquele dia em especial acordou diferente. Debruçou-se ali no parapeito e respirou o ar fresco que soprava calmo e fazia as folhas das árvores balançarem. Aquele era um dia em que simplesmente queria pensar, ou talvez nem pensar tanto. Queria mesmo um tempo só, apenas com seu fiel e leal companheiro Akamaru.


Talvez querer ficar sozinho fosse o efeito da noite anterior, em que havia comemorado seus recém completos dezenove anos. Havia sido uma noite um tanto divertida e exagerada no Ichiraku, junto de seus amigos de equipe Shino e Hinata, de sua sensei Kurenai e também é claro do guloso e afobado Naruto e da intrometida Ino, que caiu de paraquedas e por lá ficou. 


Completar dezenove anos por algum motivo lhe fez querer parar, reservar um tempo sozinho e colocar as coisas em ordem na cabeça, não que achasse que ia conseguir isso e muito menos que iria se esforçar pra isso. Nunca tinha perdido tempo pra pensar em nada, porque o fato de fazer dezenove anos iria mudar isso? Tudo o que sabia mesmo era que queria ficar sozinho. Precisava ficar sozinho e ia seguir seu instinto. Era um Inuzuka e não costumava ignorar isso.


Vestiu o casaco desajeitamente e desceu as escadas correndo. Akamaru estava sentado no chão da sala, fazendo companhia para sua irmã Hana, enquanto Tsume sua mãe cogitava o que ia fazer para o almoço. 


Tsume: Bom dia Kiba! Não vai tomar café?


Indagou ela observando o filho, junto de Akamaru, já se dirigindo à porta de saída, enérgico como de costume.


Kiba: Não mãe! Valeu! Bora garoto!


Estivesse ou não, tendo uma crise existencial, energia era algo que não lhe faltava. Tinha e tinha de sobra. Saiu dali literalmente correndo e particularmente adorava fazer isso, correr por aí junto de seu leal escudeiro, embora o motivo de sair dali correndo não fosse por isso e sim não querer ser visto por ninguém principalmente por Kurenai, que tinha certeza que ia lhe delegar alguma tarefa caso o visse. 


Estava correndo porque sendo sincero, não queria ao menos falar bom dia pra quem encontrasse. Não estava a fim de falar e o bom disso tudo era que Akamaru não falava. Se encontrasse com o tagarela do Naruto, possivelmente essa sua tentativa de ficar de boca calada iria por água abaixo, bem como sua tentativa de ficar só. 


Correu por mais alguns minutos, notando que aquele dia parecia um dia de sorte. As ruas de Konoha não estavam tão movimentadas e até o momento não havia encontrado com ninguém conhecido. Mais, uma ou duas ruas e já estava perto do campo de treinamento. Ali era até um bom lugar para se ajeitar de baixo de uma árvore e passar o dia, mas ainda queria algo mais afastado, então, foi para uma área um pouco mais afastada, mais para os lados da Floresta da Morte e só ali então, caçou um lugar de baixo da sombra de uma árvore e se sentou, junto de Akamaru que logo se acomodou e se espreguiçou no chão.


Agora sim, podia dizer que estava só, do jeitinho que queria. Sombra, ar fresco, um canto pra se encostar e apenas o barulho das folhas balançando ao vento, dos pássaros, e do rio que corria ali por perto. Fechou os olhos comemorando a vitória de ter conseguido um escape e aí então, quando os abriu novamente viu que não estava tão sozinho assim.


Alguns metros a frente, na área descampada percebeu que havia alguém treinando. Pelo porte físico e pelos cabelos brancos e volumosos já podia claramente reconhecer que era ninguém menos que o Segundo Hokage. 


Kiba franziu o cenho, irritado, amarrou a cara e praguejou a falta de sorte. Cruzou os braços e se desajeitou na grama, encostando esparramado as costas no troco da grande árvore que lhe fazia sombra. Então, ficou encarando na direção do sujeito que lhe roubou o território, o qual o havia feito como refúgio de paz.


Kiba: Mas, que merda!






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Raiin Exe

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